Kuala Lumpur: eis por que é que a primeira impressão sobre um país pode não corresponder à realidade

Depois da calmaria das Perhenthians, consigo finalmente articular o que penso acerca de Kuala Lumpur. Kuala Lumpur foi o primeiro contacto com países deste lado do mundo, e o primeiro contacto com a Malásia propriamente dita. Aviso à navegação:

| Não se deve generalizar a Malásia pelo que se encontra em Kuala Lumpur! |

Chegamos tarde a uma cidade que não dorme. Quase 48 horas nos afastam da nossa terra natal. Trinta graus na noite de Kuala Lumpur, fazem adivinhar dias quentes. E foram! Sonháramos ver as Torres Petrona mal chegássemos a Kuala Lumpur, mas isso não aconteceu. Era tarde, estávamos exaustos, o aeroporto ficava a uma hora da cidade… fomos para o hotel. Um três estrelas em Kuala Lumpur, baratinho, não muito limpo e com pessoas não muito simpáticas. Aprendemos aqui que, na Malásia, um três estrelas corresponde a uma espelunca no nosso país. E que, geneticamente, os malaios têm um jeito apurado para fotografia: desde de que esta esteja destinada a ‘vender’ quartos no booking. As fotografias são genericamente melhores do que a realidade, e escondem alguns pormenores que fazem toda a diferença. Desde o tamanho do quarto, a indícios de humidade e instalações pouco limpas. Algumas horas naquele quarto, fizeram-nos reavaliar as nossas estadias na viagem inteira!

A moeda, o MYR, é bastante mais fraca que o euro, pelo que se adivinha que o nível de vida e os custos sejam mais apetecíveis. Vale a pena trocar dinheiro no aeroporto, já que as taxas são semelhantes às encontradas no centro da cidade. Do aeroporto para a cidade, optamos por apanhar um autocarro (e preparem-se porque são coloridos e com cortinas manhosas) e depois um táxi para o hotel. O taxista era esperto e com vontade de fazer negócio. Tentou convencer-nos logo a ficar num hotel de um amigo, que fomos ver sem aparente amor pelos nossos rins. Depois de ver a pocilga da qual ele falava como se de um hotel 5 estrelas se tratasse, levou-nos até ao nosso palácio/espelunca, amuado.

Acerca dos táxis nesta cidade, saibam que apenas os azuis são fiáveis e funcionam com taxímetros. Todos os outros são velhos, com velhos mal encarados a conduzir que, na sua esperteza saloia, querem um valor fixo para cada viagem. Existe, segundo o que uns turistas mais tarde nos disseram, uma rede ao estilo da Uber, em que particulares transportam as pessoas, nos seus próprios carros, por um valor ainda mais barato. Honestamente, não sei se será um serviço fiável.

A cidade é quente e extenuante. É cansativo andar muito tempo a pé, com o cheiro a gasolina nas ruas e o sol a bater na pele… Estivemos aqui quatro dias e achamos demasiado! Dois dias, será o tempo suficiente nesta cidade… Não tem praia e as atracções não são assim tantas. As torres Petrona são bonitas, quando iluminadas à noite, e podem ser vistas da maioria dos pontos da cidade. Até das Batu Caves as conseguimos visualizar! Subimos à Torre Menara, onde nos aguardava uma vasta vista sobre a cidade, e onde nos distraímos a treinar a nossa veia fotográfica. De resto, apenas em Penang conseguimos visitar uma mesquita e vários templos chineses. Para quem gosta de compras e feirinhas, pode sentir-se no paraíso. O nosso objectivo de umas férias perfeitas não era, de todo, passar o tempo em barraquinhas a marralhar preços de carteiras ou t-shirts, pelo que esta atração nos passou ao lado.

Kuala Lumpur, resumindo, é um bom ‘pouso’ para quem pretende ir a diversos sítios, em um ou dois dias. É mais simples usá-la como ponto de partida para ir a Malaca, às Batu Caves, ao Taman Negara ou a Cameron Highlands, porque existe oferta de viagens mais acessíveis e regulares a partir de Kuala Lumpur do que a partir de Penang, por exemplo.

 

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