O Sonho comanda a Vida

Eu adoro sonhar acordada. Os sonhos são o motor que me move pelos dias, nas atitudes que tomo e na escolha de caminhos a seguir. Sonhar acordada mantém-me ligada ao que realmente me faz feliz. E, acreditem, é muito fácil desviarmo-nos do que realmente nos alimenta a alma, em prol de objectivos materiais, se não nos mantivermos focados e motivados.

Estes últimos anos têm sido de mudança. Uma mudança forte e vincada, que se sente no passar dos dias. E a mudança é a caravela dos audazes. Daqueles que não têm receio e avançam rumo ao Cabo Bojador, de queixo levantado e ar decidido. Eu gosto da minha zona de conforto e das minhas rotinas, como gosto de desafios e novas aventuras, sejam elas profissionais ou do foro pessoal. Rever planos, e traçar novos objectivos é um desafio quase diário. Nunca antes tive tanto cuidado no planeamento do meu tempo profissional, e também do meu tempo pessoal. Vou experimentando diferentes alternativas, na tentativa de rentabilizar horas e minutos. Muitas vezes em vão, porque o tempo escasseia, e deixa um sentimento amargo de frustração. E, quando este sentimento impera, há que reencontrar os nossos sonhos,  as nossas motivações. Aquilo que nos fazer levantar de manhã e encarar o dia. E acreditar na nossa capacidade de escolher o caminho que nos fará mais felizes.

A vida acontece fora da nossa zona de conforto. Seja a saltar de um avião. Seja ao aceitar uma proposta de trabalho desafiante. Seja ao embarcar numa aventura, ou num momento imprevisto. Ou mesmo ao abandonar um hábito ou um trabalho. Mudar não é simples, nem fácil. Exige foco, e muita determinação. E exige mais! Exige que tenhamos sempre presentes quais os sonhos que nos comandam enquanto pessoas, e nos dão o impulso para nos levantarmos de manhã. Quando mudamos, escolhemos. E quando escolhemos, estamos a definir para nós um novo caminho, um percurso diferente… E novos caminhos, que nos levam para fora da nossa zona de conforto, apenas fazem sentido se nos levarem para mais perto dos nossos sonhos.

A minha vida mudou, mas eu sempre tive uma vida boa. Uma vida da qual não me podia queixar. Uma vida que não me chegava, porque eu queria mais. Atrevi-me um pouco, por vezes. Superei-me, por muitas vezes. Superei-me sempre que o meu coração me dizia para ir naquele sentido, ainda que todas as minhas entranhas, com medo e anseando zonas de conforto, me diziam: “-Não vás!”. Hoje em dia, tenho o meu porto seguro, que me ajuda a superar-me, a cada processo de decisão. Ele ri-se de cada etapa desse processo, conhece-me o suficiente para saber exactamente como vou agir, mas acompanha-me nos meus tempos e pausas. És a minha força, quando eu própria duvido dela. Obrigada, Martinez.

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