À descoberta do barco naufragado por terras alentejanas

O Verão cheira a aventuras. A momentos vividos na ânsia de viver histórias das quais possamos falar aos nossos amigos. Mas o mais importante nestas aventuras, é a cumplicidade que aumenta e se revive nas memórias, ao fazermos escolhas sobre o que queremos ver ou sobre a forma de chegar até lá. Ao planearmos a nossa próxima viagem, temos recordado momentos especiais, só nossos, destas férias em terras alentejanas, e este é um deles: a descoberta da praia do Patacho e do barco aqui naufragado nos anos 90.

Vila Nova de Milfontes é uma vila simpática, pequenina, com gentes nada despachadas, como convém a uma terra tradicional alentejana. Tem artistas nas ruas, com shows declaradamente nada épicos, que atraem turistas com poucos afazeres para além de passar protetor solar e trabalhar para o bronze, entre um e outro mergulho. Nas suas praias, encontramos até tendas onde mãos untadas em creme nos massajam, à semelhança do que acontece em terras asiáticas.

Fomos a esta vila procurar o barco naufragado, que nunca fora resgatado. Por falta de meios ou de vontade, ficou ali, numa praia próxima das mais movimentadas. Isolado, mostrando-se apenas aos olhos daqueles que o procuram, ou daqueles que fazem a costa vicentina por amor ao que a natureza da costa nos propícia. Cheiros. Sons. Silêncios. A paz da alma, que em dias de stress falta encontrar.

Inocentemente, coloquei ‘Praia do Patacho’ no GPS. Começamos a afastar-nos de carro do centro, e desconfiados fomos ter até uma rua, onde o sinal terminava sem nos levar a lado algum. Havia um caminho de terra, estreito, no qual não nos aventurarmos por nos parecer que a costa ainda ficaria longe. E, convenhamos, ali não havia nada! Fomos para o centro, e para a praia. Procuramos um sítio simpatico para acampar ao sol, onde não ficamos muito tempo. Aproveitando a maré vaza, seguimos a costa, entre pedras, pedrinhas, pedregulhos e areia, na ânsia de conhecer mais daquelas praias isoladas. Durante algum tempo, acompanhavam-nos turistas com a mesma demanda, mas pouco a pouco fomos ficando mais acompanhados apenas um do outro. O que nos agrada sempre, bastante.

Não sei se andamos dois ou três quilómetros, entre fotos e equilibrismo nas rochas cobertas de algas, encontramos uma espécie de túnel, dentro da própria rocha. Ao espreitarmos, vimos um casco, enferrujado: nem queríamos acreditar! Ficam algumas fotos, de uma aventura que vos recomendo! Se forem para aqueles lados e vos apetecer explorar.

You gotta love life!

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