Meu querido Pessoa

‘Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.’

O nome é Pessoa. Fernando Pessoa. A realidade é nossa. De cada um que se propõe a navegar pelas ondas do mundo e da vida, almejando uma ilha paradisíaca onde residem os seus sonhos e devaneios de uma noite de Verão. Navegando contra ventos e marés, numa nau que conhecemos, em mares desconhecidos e travessos.

Este poema (Pessoa!) acompanha-me há anos. Nos cabos Bojadores da vida, almejo inspirar-me em pessoas com sonhos desmedidos. Desmedidos da realidade dos dias de todos os que as rodeiam. Desmedidos de coragem e ambição. Ambição essa medida, em actos e em propósito, tão queridos como sofridos. Quando a alma se me inunda de medo, procuro a coragem nos olhares desses que admiro, e nas palavras que estes Pessoas nos deixaram para nos inspirarem. 

Há dias, dentro dos anos e da nossa vida, em que um poema assim é um bálsamo na alma, reenergiza e nos enche de esperança (força!) para continuar na nossa demanda. 

Haja sempre pessoas, que nos inspiram, assim! 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s